O decano da Fac. de Economia da Univ. Katyavala Bwila afirma que se prevê um aproveitamento acima de 70% nesta Faculdade, segundo o JA. É estranho que, estando-se em época de exames, não se espere mais duas semanas para dizer o que realmente aconteceu.
Mas não só. O mesmo decano, segundo o mesmo jornal, afirma que "este facto, por si só, significa que a formação na instituição é boa". Excelente ideia para tornar a Katyavala uma Universidade digna desse nome: passamos muitos alunos (de preferência com 'amizade') e depois dizemos que ensinámos bem porque passaram muitos. Isto, se é rigor académico, fica tudo explicado.
Pelo menos uma nota positiva. O decano ainda assim reconhece que "direcção e professores" estão "conscientes de que devem melhorar alguns aspectos". Já agora, ajudem o ISCED a perceber isso...
domingo, 27 de novembro de 2011
notícia promissora
Em Benguela, «Jovens fazem da agricultura actividade principal».
Quais jovens? De que região da província?
E esses mesmo, haviam de fazer o quê?
Quais jovens? De que região da província?
E esses mesmo, haviam de fazer o quê?
domingo, 11 de setembro de 2011
luxo na reitoria fechada, lixo nas aulas do ISCED
A reitoria da Universidade Katyavala Bwila sofreu obras lamentáveis: um espaço aberto, cheio de luz e arejado transformou-se numa fortaleza fechada, sombria, que exige, além do mais, danos ecológicos suplementares com gastos extra de energia elétrica e mais aparelhos de ar condicionado. Aquilo que era um edifício ecológico - feito para este clima, aproveitando o vento, deixando entrar a luz e jogando com ela - tornou-se numa espécie de masmorra de luxo, mas de um luxo de mau gosto, pretensioso, assinalando a estudantes e professores um serviço (a Reitoria) fechado sobre si próprio, alheio à cidade, uma espécie de fortaleza que defende os seus funcionários, incluindo o Primeiro entre eles (o Magnífico) de ataques, entrevistas, exposição de problemas diretamente por parte de alunos e docentes.
Em compensação, as salas anexas do ISCED no Iraque vão acumulando lixo, continuam a ter fossas a expelir águas para a terra em volta das janelas e dos acessos às salas - salas que, por sua vez, são feitas de materiais precários, impróprios para o efeito (aulas), deixando o som passar de um lado para outro, não suportando aparelhos nas paredes (complementos pedagógicos que se tornaram cada vez menos complementares no resto do mundo).
É um contraste que finalmente vem dar mostras do tipo de Reitoria que se tem neste momento na Universidade pública em Benguela. Como infelizmente acontece em muitos outros lugares, as instituições viram-se para si próprias, os dirigentes e funcionários tendem a explorá-las em seu próprio favor, e a função que é a sua razão de ser desempenha-se de qualquer maneira, torna-se afinal acessória.
Mais estranha ainda é a atitude da Direção do ISCED que, perante isto, não reage (pelo menos publicamente), não reivindica nem denuncia. O que de resto está de acordo com o desleixo em que deixa o próprio edifício-sede do ISCED, como se pode ver, por exemplo, pelo pequeno bar de apoio a estudantes e professores - pobre, escuro, mal gerido, prestando um péssimo serviço.
Não será por via da Universidade pública que o Ensino Superior em Benguela vai melhorar nos próximos anos.
Em compensação, as salas anexas do ISCED no Iraque vão acumulando lixo, continuam a ter fossas a expelir águas para a terra em volta das janelas e dos acessos às salas - salas que, por sua vez, são feitas de materiais precários, impróprios para o efeito (aulas), deixando o som passar de um lado para outro, não suportando aparelhos nas paredes (complementos pedagógicos que se tornaram cada vez menos complementares no resto do mundo).
É um contraste que finalmente vem dar mostras do tipo de Reitoria que se tem neste momento na Universidade pública em Benguela. Como infelizmente acontece em muitos outros lugares, as instituições viram-se para si próprias, os dirigentes e funcionários tendem a explorá-las em seu próprio favor, e a função que é a sua razão de ser desempenha-se de qualquer maneira, torna-se afinal acessória.
Mais estranha ainda é a atitude da Direção do ISCED que, perante isto, não reage (pelo menos publicamente), não reivindica nem denuncia. O que de resto está de acordo com o desleixo em que deixa o próprio edifício-sede do ISCED, como se pode ver, por exemplo, pelo pequeno bar de apoio a estudantes e professores - pobre, escuro, mal gerido, prestando um péssimo serviço.
Não será por via da Universidade pública que o Ensino Superior em Benguela vai melhorar nos próximos anos.
sábado, 3 de setembro de 2011
Isced, fossa e ... lixeira
As salas anexas do ISCED-Benguela estão numa zona justamente conhecida como 'Iraque'. A designação é mesmo cada vez mais apropriada, porque as condições das salas aproximam-se passo a passo dela. Por exemplo agora, para além de fossas a largarem água por todo o lado, está-se a criar uma lixeira também, num buraco, próximo da sala 10 e do WC masculino.
Mais uma vez o decanato do ISCED não parece ver nada. Mas o que anda afinal a fazer o Decano?
Mais uma vez o decanato do ISCED não parece ver nada. Mas o que anda afinal a fazer o Decano?
domingo, 28 de agosto de 2011
isced fantasma
O ISCED-Benguela cada vez mais parece uma instituição fantasma: alunos dentro das salas ou nos corredores e à porta, sem aulas, cursos que passam dias inteiros sem um único professor, as reclamações dos alunos junto dos responsáveis sem nenhum eco. Uma ausência total de responsabilidade, profissionalismo e competência. O atual ISCED-Benguela consegue estar pior que antes do tempo do Reitor Paulo de Carvalho.
sexta-feira, 5 de agosto de 2011
ISCED Benguela silêncio esconde problemas
Ao fim de duas semanas da data inicialmente prevista para o arranque das aulas, foram muito poucas as turmas que tiveram efetivamente aulas no ISCED - Benguela. A maioria dos professores faltou, a maioria dos alunos, em resposta, foi desistindo de ir. De maneira que, quando algum professor mais distraído se dirigia à sala, encontrava-a vazia.
A própria distribuição dos horários foi feita demasiado tarde, já depois do período em que as aulas deviam estar a funcionar.
As turmas que geraram a polémica no seio da qual o anterior decanato foi suspenso voltaram a agrupar-se em duas salas de aula no Magistério. A lotação das salas é de cerca de 27 alunos e o n.º de alunos por turma é praticamente o dobro.
Há livros de ponto que não se encontram nos devidos locais e, no entanto, há professores que já assinaram sumários nesses livros.
Os serviços académicos continuam a funcionar pessimamente e, no entanto, cada vez absorvem mais funcionários que não foram contratados para prestar serviço aí, deixando por exemplo os departamentos desfalcados.
Chegam a aparecer três pautas por ano e turma, relativas a anos anteriores, verificando-se que os serviços aceitaram cópias de pautas entregues por alunos e lhes deram tratamento correctivo relativamente às pautas entregues por professores. Há pautas, também, que foram emendadas sem conhecimento dos respectivos professores e só agora se vem a descobrir.
Pelos vistos a actual Comissão de Gestão não veio resolver nada. Apenas actua (ou deixa andar) num silêncio maior. Mas o silêncio, nestes casos, é um defeito, porque as pessoas precisam de ver os problemas assumidos e resolvidos e não é a engolir em seco ou a mastigar serradura que se resolvem problemas.
Uma das mudanças de sala no início deste segundo semestre nem sequer foi comunicada a professores e alunos envolvidos. Apertados pelos alunos, alguns funcionários disseram-lhes que tinham passado na rádio uma notícia a avisar... duas horas antes das aulas começarem.
Além disso, há departamentos que verão diminuído o número de professores, apesar de precisarem de mais professores e a razão não foi devidamente comunicada às vítimas (alunos e docentes que deixarão de colaborar).
Ou seja: continua o ISCED-Benguela a ser, na prática, ingovernável, incompetente e, como em toda a situação deste género, a corrupção não se irá distinguir da incompetência e da desorientação quotidiana do Instituto.
A própria distribuição dos horários foi feita demasiado tarde, já depois do período em que as aulas deviam estar a funcionar.
As turmas que geraram a polémica no seio da qual o anterior decanato foi suspenso voltaram a agrupar-se em duas salas de aula no Magistério. A lotação das salas é de cerca de 27 alunos e o n.º de alunos por turma é praticamente o dobro.
Há livros de ponto que não se encontram nos devidos locais e, no entanto, há professores que já assinaram sumários nesses livros.
Os serviços académicos continuam a funcionar pessimamente e, no entanto, cada vez absorvem mais funcionários que não foram contratados para prestar serviço aí, deixando por exemplo os departamentos desfalcados.
Chegam a aparecer três pautas por ano e turma, relativas a anos anteriores, verificando-se que os serviços aceitaram cópias de pautas entregues por alunos e lhes deram tratamento correctivo relativamente às pautas entregues por professores. Há pautas, também, que foram emendadas sem conhecimento dos respectivos professores e só agora se vem a descobrir.
Pelos vistos a actual Comissão de Gestão não veio resolver nada. Apenas actua (ou deixa andar) num silêncio maior. Mas o silêncio, nestes casos, é um defeito, porque as pessoas precisam de ver os problemas assumidos e resolvidos e não é a engolir em seco ou a mastigar serradura que se resolvem problemas.
Uma das mudanças de sala no início deste segundo semestre nem sequer foi comunicada a professores e alunos envolvidos. Apertados pelos alunos, alguns funcionários disseram-lhes que tinham passado na rádio uma notícia a avisar... duas horas antes das aulas começarem.
Além disso, há departamentos que verão diminuído o número de professores, apesar de precisarem de mais professores e a razão não foi devidamente comunicada às vítimas (alunos e docentes que deixarão de colaborar).
Ou seja: continua o ISCED-Benguela a ser, na prática, ingovernável, incompetente e, como em toda a situação deste género, a corrupção não se irá distinguir da incompetência e da desorientação quotidiana do Instituto.
domingo, 10 de julho de 2011
imposição confunde-se com paz
Já durante as eleições de 2008 houve políticos do MPLA com este tipo de discurso: lembrem-se da guerra e de como ela acabou, a paz é um bem inalienável, é portanto preciso estarmos todos unidos em torno do governo.
Agora Bento Kangamba junta-se ao coro (mais uma vez?) para dizer o mesmo. Depois de lembrar que a paz é um bem indiscutível, afirma:
“Há partidos que estão a distribuir papéis contra o Executivo, para causar confusão no seio da população, visando as eleições de 2012, por isso alerto aos camaradas a estarem mais vigilantes contra essas atitudes divisionistas”
Distribuir panfletos criticando o governo é normal numa democracia, em qualquer parte do globo. Porém, para Kangamba, é sinónimo de querer espalhar a "confusão no seio da população" e, portanto, para preservar a paz, há que estar vigilante (como no tempo do partido único), ou seja, acabar com isso logo (isso - criticar - é "divisionismo"). Só num regime totalitário, ditatorial, a distribuição de panfletos contendo críticas a um governo pode ver-se como "divisionismo".
Numa democracia, declarações como esta constituem verdadeiras ameaças aos opositores e incitamento dos militantes à destruição dos opositores. A intolerância revela-se nas palavras e nos atos. Os discursos de vários dirigentes do MPLA mostram bem que muita gente, no 'maioritário', continua com a mentalidade do partido único e dos sistemas totalitários. A guerra começa nessa intolerância perante críticas e adversários. A paz não se faz com ameaças. As ameaças só fizeram ditaduras em todo o mundo. E a paz é inseparável da liberdade.
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